É extraordinário diferente louvável, interminável a forma como com as mesmas mãos com que tocaste na muralha do mundo e a derrubaste.
a quem cria tempo / sem o receber de volta / a quem é doce, gentil / sem obter resposta.
No estádio que antecedeu o meu estádio máximo, ostentava no peito uma fita, plasmada no coração, que apertava por reflexo sempre que transparecia sinais de necessidade.
Não percebes? A pressão que me infliges é avassaladora, dás-me pouco ou nenhum espaço para ser eu, às vezes quero visualizar um futuro e sinto-me engolida numa caixa negra.
Quando enfim se apaga um fogo porque outro se afigura como novo calor ou, melhor e mais desejável ainda, se vinha já criando um fogo novo e consistente por dentro.
Deitei-me sem querer, querendo explodir com a cidade; parecia-me irrelevante se acordaria no dia seguinte, e não via no espaço um posto.
Nem sei que me parece, a sua aversão a travessão ou aspas, Não se recordará, então, de que incluía também dois-pontos e pontos e vírgulas.
Precisamos de parar, quem sabe ascender a outro planeta; não obstante o esforço hercúleo que colocamos, uma consistência que deve ficar plasmada nos livros.
Foi-me pedido que me imobilizasse num lugar conhecido, para que pudesse ser executada uma intervenção extraordinária visando a minha estabilidade a longo termo.
Longe vão os tempos da meninice em que fazia Felgueiras-Guimarães fim de semana sim, fim de semana sim, pois num daqueles concelhos dormia e noutro a vida acontecia.