Falamos há cinquenta anos do estado lastimável do serviço nacional de saúde, conquista máxima de abril, e assim há de continuar por outros tantos.
Acabamos como começamos, sem subterfúgios; talvez por termos sido tão redondos, dados a um processo constante de desmantelamento de barreiras e artefactos da linguagem.
Tu moves-te com um planeamento fino, e eu, eu movo-me a café e paixão; se me acusares do contrário, que perdi a noção das coisas com o tempo.
O mundo acabou. Os velhos tropeçaram nas pedras, no mesmo longo e sôfrego fôlego, e morreram no local onde nasceram.
Estou a chegar a uma idade em que especo demasiado tempo junto aos miúdos. É uma idade que não se caracteriza pelos anos que passaram.
Podemos, devemos estabelecer prioridades, mas sempre com a consciência de que podem rebelar-se contra nós.
Quando estamos atrasados, a nossa relação com o bom-senso sai prejudicada. Isto é claro, e a juntar a níveis irresponsáveis de autoconfiança.
Sou jardineiro no Jardim Botânico do Porto há mais de dezassete anos. Antes, percorri o mundo na senda da imagem do jardim perfeito.
Num futuro não demasiado utópico, em que ousamos transcrever os sonhos sem recorrer a dispositivos infiéis como a linguagem.
Recentemente, disse, tive para comigo que no ano que é já possível visualizar em agendas a mais de mês e meio deixarei de asseverar a manutenção de uma série de pressupostos de vida em que depositei esperanças ao longo dos tempos.