As bases clássicas do romance

Acabamos como começamos, sem subterfúgios; talvez por termos sido tão redondos, dados a um processo constante de desmantelamento de barreiras e artefactos da linguagem, tenhamos subvertido as bases clássicas do romance que não obstante frágeis e dilacerantes parecem ser necessárias para entendermos abrir mão do mais elementar direito que é a possibilidade. Assim nos perdemos, intelectualizando; já me houvera perdido, precipitando o coração para a boca; oxalá um dia me encante de uma forma que não ofusque, distribua o melhor que tenho para dar por puro e estrutural deleite, encarne paixão e constância de forma tal que os dias ganhem fôlego. Até lá, amemo-nos.