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Bruno Mendes
Poetry
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    Verão

    Escolhemos o verão para fazer uma pausa nas nossas vidas. Podíamos escolher o inverno e fruir o nevoeiro, o outono e olhar o cinzento do céu.

    Linha forcada

    Não reparei em nada, Como assim, vou passar outra vez, Nada, Não viste? É potente e farfalhudo descobrir um caso secreto de paixão.

    Dezanove

    Hoje não faz sentido repetir a mesma fórmula de há um ano. Não sou o mesmo homem, nem sou confrontado com os mesmos desafios.

    Granitos

    O perigo espreita em cada esquina, a cada badalada do relógio. Os granitos estão proibidos, caminhar nas ruas é um desporto radical de fraca visibilidade e rendimento baixo.

    O resgate

    De regresso a casa depois de um almoço solitário, posso esperar que te atires, ou simplesmente atirar-te.

    Alarmes biológicos

    Sei-me inútil à sociedade, mas ser ostracizado desta forma em nome de uma profilaxia cega e ofensiva fez disparar os meus alarmes biológicos.

    Princesa do norte

    Onde leva a indiscrição / Falta de bom senso / Perda de noção / Cinismo intenso.

    A mais sublime humilhação

    Se esta é a mais sublime humilhação, quero ser humilhado todos os dias. Dormir aqui e ser esbofetado pela mais nobre das sensações enquanto questiono a que ponto cheguei.

    Garras de felino

    Aos felinos, foram dadas garras para atacar, às aves, bicos para proteger as crias, a nós, a condição de não ter condição alguma.

    A praça do infinito

    Quando termina este ciclo? Quando o teu corpo se fundir com a noite, o brilho das estrelas não mais cessar e tomar por fim conta dos dias.