Há uma rapariga com quem venho falando que assentou para os lados da Boavista, onde possui uma extraordinária mansão, palacete multi-piso e camada.
Tem vezes e ocasiões em que a realidade é muito pouco real, porquanto as estruturas arquitetónicas e naturais das paisagens distorcem a um ponto em que as casas se dão por árvores e as árvores se dão por embarcações.
No rescaldo do meu despedimento, recorri ao meu carro e exigi dele tanto, o que sempre quis e mais outros requisitos, a ser útil.
Aprecio imenso o meu namorado: não raras vezes, quando anoitece, os afazeres estão enfim terminados e não tenho com quem falar.
O que eu sentia ali era que, se o matasse, estaria a colocar em causa toda a minha vida, ainda que protegesse as vidas da minha família.
Sabia que tinhas dificuldade, mas desconhecia que a situação era tão grave, Eu tinha-te dito que estava atrasado, confirmei.
Deslizou-se-me a catana com que dilacerava as entranhas do tempo das mãos. O sangue do profeta-relógio jorrou coagulado pela montanha abaixo.
Foram duas as vezes em que fui interpelado pela mesma mulher. Na primeira, estávamos no Jardim das Virtudes, um tanto embriagados.
Na bela tarde de domingo que foi esta última, debrucei-me um pouco sobre os alicerces de granito que intersetam com a minha varanda.
Faz frio, faz um frio desmesurado, ainda que o tempo venha aquecendo, seja este o tempo das cerejeiras em flor, hoje pela manhã quase desertei da existência.