Para que evitemos abordar o elefante na sala comprei um cavalo e ensinei-o a nadar. Ele guinchou, não acha caricato que o meu senhor sua excelência se proponha ensinar-me a nadar sem que o próprio tenha essa habilidade. Eu desfiz-me a rir, ele acompanhou-me na renovada gargalhada e seguimos gargalhando a galope pelos prados largos até ao lago azul grande onde se instalava um elefante. Metrossexual, o animal trombudo fotografava-se com sua câmara portátil, que de quando em vez respirava pela tromba, aspirando-a para a garganta onde a guardava, acesso rápido para fotografia instantânea. Performativo, sempre disposto, acompanhou-nos a mim e ao cavalo, trio invencível, daí caminhamos até à minha sala, onde ele assentou servindo de adorno.