se se analisasse e esmiuçasse
nosso leque de mal-entendidos
perguntássemos a esta sequoia
por que perdemos a nossa joia
suplicássemos aos cupidos
que nos restituam o orgulho
ou nos tragam uma argúcia
aguda digna de destemidos
para que se possa bem respirar
nos quatro hectares deste jardim
nos trilhos de nossa casa ao mar
do banco onde se vislumbra o fim
viria um fluxo denso de ar puro
um aperto no coração e trevas
o ar puro e as versões de futuro
apreensão do que é ser humano