Tempo psicológico

Ando especialmente acometido de um interesse pelas artimanhas do tempo psicológico: porque, quando e como se destaca do tempo real, qual filho que todos dizem sair ao pai mas do nada se sai com um leque de teorias tão díspares que a cidade para para se questionar por que houve necessidade de tal coisa independentemente de se tem condições para se afirmar como intrinsecamente má ou boa. Reinventiva, incansável, aquela variante do tempo vai-se infiltrando no tempo em si, autêntica revolução começada por dentro da caixa da homonímia. Caoticamente, e sem pedir licença, encurta e estica os ciclos, inclusive ou até predominantemente os imaginados. É o éter incontrolável da psique e o que dota o mundo de algum interesse, ainda que de mãos dadas com a dor.