Passeio Alegre

Enquanto corria pelos jardins costeiros, fui abordado por um agente da polícia, A sua identificação, se não lhe for demasiado incómodo, Meu caro, é extremamente frequente passar aqui, o próprio deverá reconhecer-me, se olhar com atenção, Não estou a ver, por favor, faça o que sempre faz, assim fiz com que ficasse noite e comecei a caminhar. Ora, assim vejo-o com claridade, se é especialista neste estado, porque pretende progredir para o seguinte, A resposta vem de mão dada com a semântica do verbo que o próprio empregou, Percebo, então corra, veloz, sugeriu o cabo-chefe, Fá-lo-ei, anuí, mas falhei miseravelmente, projetado para o chão havendo tropeçado numa pedra. Parece-me o meu raciocínio mais são que o seu, cidadão, Não creio, se é evidente que não estou preparado para grandes velocidades, também o é que Roma e Pavia não se fizeram num dia, Bela frase, Tão belo como garantir-lhe que darei um passo atrás para dar dois à frente, caminharei para poder correr, um dia correrei ou caminharei a meu bel-prazer, a despeito do que são as minhas capacidades no momento, E guarda rancor a quem o incentivou a fazer o contrário, Esteja descansado, o rancor é um sentimento elástico e tanto encolhe como se estende, neste caso, como chegamos a um quasi-consenso, eu perdoo-lhe o desincentivo primeiro, o senhor é bom homem, tem os seus motivos, Tenha um passeio alegre, Tenha um passeio alegre.