Hoje no metro um homem claramente lá de baixo, como se vai já constatar pelo carácter da pergunta, interrompeu-me com Isto é para Campanhã, eu pedi que repetisse, agora ouvindo melhor, Isto é para Campanhã, Sim, ao que ele reage intempestivamente correndo para fora da carruagem e saindo na Trindade enquanto as portas se fechavam. Lá fora, irrequieto, liga aos amigos e olha em volta muito espantado, para minha total confusão. Nisto, reproduzo de mim para mim o que ele me tinha perguntado, e reparo que enfiei a palavra para no meio da frase.
Ontem pela noite estavam dois polícias na real e amena cavaqueira, no meio da rua, em cima da passadeira recém pintada, falando-se sobre lá o quê, quem sabe, O rapaz desta casa amanhã vai ser muito malvado e fazer de conta que não conhece o Porto, ou simplesmente, Hoje jantei muito mal, não me caiu nada bem o frango, e agora ainda tenho de vir para aqui patrulhar de giroflex ligado, minha luzinha sexy, ou ainda, Que bem que fica aqui este sinal de sentido proibido, agora o troço mais conveniente para a Via Norte será sabe-se lá onde, que curioso, isto e aquilo.