quando um dia porque nos sabemos tanto
me desse que me chateava um pouco a nudez
que se houvera esfumado nosso fogo de verão
inventaria um ou outro segredo, suficiente
para sermos de novo nós, casal-fascínio,
mulher a que se dá a rosa, um e dois beijos.
fá-lo-ia porque há promessas que se cumprem,
projetos demasiado grandes para o abandono,
histórias soletradas tal e qual a palavra amor.